Iniciou no dia 7/11/2011 a 9/11/2011 a sétima edição dos Joresd (Jogos Recreativos Especiais de Dourados). Na competição contavam com 250 alunos com necessidades especiais inscritos, sendo 150 alunos da rede municipal de Dourados. O evento aconteceu no Centro de Convivência da Pessoa com Deficiência “Dorcelina Folador” e no Ceper do 2°plano as modalidades de Atletismo. A equipe do Núcleo da Educação Especial do município esteve presente dando suporte aos professores e alunos que participavam do evento.
terça-feira, 8 de novembro de 2011
domingo, 6 de novembro de 2011
Altas Habilidades/Superdotação
A trajetória inicial e conceitos:
Políticas Educacionais e Legislação –
1929 - Reforma do Ensino Primário, Profissional e Normal do Estado do Rio de Janeiro;
1961 - Lei N.º 4.024, Lei de Diretrizes e Bases da Educação - artigos 8º e 9º tratavam da educação dos “excepcionais
1971 - Lei N.º 5.692 - artigo 9º - alunos que apresentassem (...) e os superdotados, deveriam receber tratamento especial, de acordo com as normas fixadas pelos competentes Conselhos de Educação;
1996 - Lei 9.394 - Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional;
Ações Governamentais:
1967 - Ministério de Educação e Cultura - criou uma comissão para estabelecer critérios de identificação e atendimento aos superdotados;
1971 - criado o Projeto Prioritário n.º 35 - estabeleceu a educação de superdotados como área prioritária da Educação Especial;
período de 1972 a 1974 - Plano Setorial de Educação e Cultura fixou “uma política de ação do MEC com relação ao superdotado.” (NOVAES, 1979) .
conceito, critérios de identificação, tipos de classes (regulares e especiais), modalidades de atendimento (enriquecimento curricular, aceleração de estudos ou as duas modalidades conjugadas e a monitoria);
1979 - fundação da ABSD; MEC, UNESCO e SENAI;
1994 - Política Nacional de Educação Especial, SEESP/MEC, revisão dos principais conceitos, análise da situação, fundamentos axiológicos, objetivo geral, objetivos específicos e diretrizes gerais;
1994 - Declaração de Salamanca - inclusão de bem dotados;
2002 - Política de Editais – competição e mercado - exclusão;
2003 - Conselho Brasileiro para Superdotação
2005 - Núcleo da Atividades de Altas Habilidades/Superdotação – NAAH/S – NOVO PARADIGMA – INCLUSÃO DE TODOS OS ESTADOS.
QUEM SÃO OS ALUNOS COM ALTAS HABILIDADES/ SUPERDOTAÇÃO?
Segundo a Política Nacional de Educação de 1994, são considerados indivíduos com Altas Habilidades/ Superdotação aqueles que apresentam notável desempenho e elevada potencialidade em qualquer dos seguintes aspectos, isolados ou combinados:
capacidade intelectual geral; aptidão acadêmica específica; pensamento criativo ou produtivo; capacidade de liderança; talento especial para artes visuais e capacidade psicomotora .
Quantos são os Superdotados?
Quando considerados com Altas Habilidades/ Superdotação apenas do ponto de vista psicométrico, ou seja, a partir da utilização de testes de inteligência (QI médio 100 pontos)
– indicamos apenas os talentosos por habilidades intelectuais ou acadêmicas - estima-se que 3% a 5% de uma dada população.
Quando incluímos outros aspectos à avaliação (liderança, criatividade, competência psicomotoras e artísticas)- Altas Habilidades/ Superdotação, aumentam significativamente- 15% a 30% da população.
De qualquer ponto em que se avalie, podemos perceber que este grupo tem sido mal identificado e trabalhado em todo pais.
DIFERENCIANDO:
- A criança precoce: é aquela que apresenta alguma habilidade específica prematuramente desenvolvida em qualquer área do conhecimento.
- A criança prodígio: é aquela que apresenta um alto desempenho, ao nível de um profissional adulto em algum campo cognitivo específico, domínio rápido e aparentemente sem esforço.
- Os gênios: o termo gênio deve ser reservado para descrever apenas aquelas pessoas que deixam contribuições originais e de grande valor a humanidade.
CARACTERÍSTICAS DE ALTAS HABILIDADES/ SUPERDOTAÇÃO
Professor(a), se o(a) seu(sua) aluno(a):
- aprende rapidamente e facilmente sem necessitar de repetições;
- possui grande curiosidade;
- faz um numero ilimitado de perguntas;
- tem vocabulário avançado e contextualizado
- é crítico consigo e com os outros;
- tem alto nível de energia e amplitude de interesses;
- memoriza facilmente e lembra sempre o “prometido”;
- resolve problemas difíceis ou complexos, encontrando soluções originais e inesperadas;
- não aceita afirmações ou respostas superficiais;
- demonstra grande persistência e intensa concentração;
- sente-se desafiado por novas idéias;
- é sensível às injustiças, tanto pessoais como sociais;
- tem aptidão especial para atividades artísticas;
- gosta de conviver com pessoas de nível intelectual e/ ou interesses similares;
- tem habilidade de gerar idéias;
- não gosta de rotina;
- é sensível a detalhes;
- tem comportamento competitivo;
- apresenta desempenho educacional destacado em uma ou mais áreas do conhecimento;
- gosta de defender suas razões e também de bons argumentos.
O PAPEL DA ESCOLA E DOS PROFESSORES:
- A escola tem grande responsabilidade nos vários aspectos do desenvolvimento do aluno: intelectual, social, emocional, moral e físico.
- É também, quem proporciona a maior parte das oportunidades de ampliação do talento em uma variedade de direções.
AS TAREFAS DOS PROFESSORES SÃO:
- criar um ambiente estimulador que facilitará o desenvolvimento e ampliação de todo o potencial dos alunos;
- construir e descobrir os talentos;
- preocupar-se com a educação integral de seu aluno criando atividades diferenciadas e desafiadoras respeitando o ritmo de cada um.
PARA QUE HAJA O DESENVOLVIMENTO DAS POTENCIALIDADES DO ALUNO, É NECESSÁRIO:
- oportunidades educacionais;
- professores interessados e conscientes das necessidades diferenciadas de seus alunos;
- programas específicos nas escolas (flexibilização curricular);
- capacitação de professores (formações constantes).
PASSOS DA AVALIAÇÃO:
1- Solicitação de avaliação pela escola;
2- Equipe, contato com a família para autorização das avaliações (fotos, divulgação);
3- Entrevista com a escola (ficha roteiro para todos os segmentos);
4- Entrevista com a família;
5- Entrevista com a família e com o aluno (se necessário);
6- Avaliação com o aluno: Pedagógica,
Psicopedagógica ,
área indicada e
Psicológica.
7- Reunião com professores e coordenação (discutir relatório).
8- Devolutiva para a escola.
9- Devolutiva para a família e aluno.
10- Encaminhamentos se necessários.
Obs: tempo aproximado para avaliação, de 2 a 4 meses.
SUGESTÕES DE FILMES SOBRE O TEMA:
O Amor é Contagiante
Lances Inocentes
Uma Mente Brilhante
Prenda-me se for capaz
Harckers-piratas de computador
Melhor é impossivel
Amadeus
O Profissional
Meu Mestre, Minha Vida
Gênio Indomável
Mentes que Brilham
Sociedades dos Poetas Mortos
Código para o Inferno
Encontrando Forester
Forest Gump
Brilhante
Se ela Dança, eu Danço
À Procura da Felicidade
Quase Deuses...
Escritores da Liberdade
Villa-Lobos
PARA CONSULTAR INTERNET:
www.conbrasd.com.br
www.inodap.org.br
www.talentocriativo.com.br
www.agaahsd.com.br
www.mec.gov.br
“Pessoas com Surdez”
O texto nos remete a uma reflexão que perdura por mais de dois séculos, sendo um embate político e epistemológico entre os gestualistas e os oralistas, destacando-se as discussões e ações desenvolvidas em prol da educação das pessoas com surdez, onde a escola é responsabilizada pelo sucesso ou pelo fracasso escolar baseando-se na adoção de suas práticas pedagógicas específicas.
Ficando as discussões focadas na aceitação de uma língua ou de outra, não respeitando e valorizando o potencial individual e coletivo desenvolvido da pessoa com surdez, ficando secundarizadas e descontextualizadas das relações sociais das quais fazem parte, sendo relegadas a uma condição excludente ou a uma minoria.
É sabido que, a nova política de educação no Brasil tem direcionado práticas que possibilitem superar a visão centrada de homem, sociedade, cultura e linguagem de forma fragmentária, certamente, não só neste momento histórico como um modismo, mas que se consolidará numa perspectiva de inclusão de todos, com um olhar especial para as pessoas com deficiência.
Sendo assim, uma nova política de Educação Especial na perspectiva inclusiva, principalmente para pessoas com surdez, tornando-se promissora no ambiente escolar e nas práticas sociais/institucionais. Ainda por mais que as políticas estejam definidas, muitas questões e desafios ainda estão para serem discutidos, muitas propostas, principalmente no espaço escolar, precisando rever algumas práticas de ensino e aprendizagem na escola comum pública, bem como na rede privada, que apresentem caminhos consistentes e produtivos para a educação de pessoas com surdez.
Os autores do texto acreditam na nova Política Nacional de Educação Especial, uma perspectiva inclusiva, não vêem a pessoa com surdez um deficiente, pois não o é, mas tem consciência da perda sensorial auditiva, possuindo surdez, dificultando biologicamente a função perceptiva. Acreditam em sua potencialidade enquanto ser humano biológico e de mente, capaz de desenvolver outros processos perceptuais, como ser de consciência, pensamento e linguagem.
Por fim, argumentam que as propostas estão na contramão da perspectiva inclusiva, por provocar dicotomizações que separam as pessoas com surdez das pessoas ouvintes, negligenciando o potencial e a capacidade notórias e visíveis que elas possuem, devendo-se romper com o embate gestualistas e oralistas, pois é prejudicial ao desenvolvimento dessas pessoas na instituição escolar, quando canaliza a atenção dos profissionais da escola para o problema de língua em si.
Ainda os autores nos instiga que, o problema da educacão das pessoas com surdez não pode continuar sendo centrado nessa ou naquela língua, como ficou até agora, como se uma língua bastasse para aprender, se assim fosse as pessoas ouvintes não teriam problemas de aproveitamento escolar, já que entram na escola com uma língua oral desenvolvida. Também, a aquisição da língua de sinais, não é garantia de uma aprendizagem significativa. mas deve levar-nos a compreender que o foco do fracasso escolar não está só nessa questão, mas também na qualidade e na eficiência das práticas pedagógicas.
Para Damázio (2005), alguns fatores contribuem para repetência e a evasão, tendo como resultado o fracasso escolar. Esses fatores envolvem as práticas sugeridas como inclusiva, tais como:
- Exigir que o aluno surdo aprenda a LP ao mesmo tempo em que os alunos ouvintes;
- Ter o intérprete de Libras só em sala de aula comum, não garantindo a aprendizagem;
- Reforçar dependência do aluno quando é oferecido um intérprete fixo em sala de aula;
- Oferecer sala de recurso no contra turno como reforço e apoio, substituindo a sala de aula comum;
- O ambiente lingüístico não ser favorável ao aprendizado das duas línguas;
- Intérprete de Libras assumindo o papel do professor do AEE PS e da sala de aula comum, também como se fosse professor de conteúdo curricular, não sendo habilitado para tal;
- Impor o uso exclusivo da Libra, negando o direito de aprender o português escrito;
- Só os alunos com surdez na escola, ter o intérprete, o instrutor e o professor regente, causando um caos pedagógico no desenvolvimento desses alunos;
- Professores da sala de aula comum desenvolver conteúdos sem saber Libras, prejudicando a aprendizagem das duas línguas pela PS, ocorrendo o bimodalismo e/ou português sinalizado;
- Escola exigir do professor da classe comum o papel do professor do AEE PS, dificultando a aceitação desses alunos no ambiente da sala de aula comum;
- Professor do AEE PS, não qualificação para atuar no ensino das duas línguas.
Assim, o referido autor propõe aos profissionais de AEE PS, três momentos didático-pedagógico, sendo eles: AEE em Libras; AEE para o ensino da Língua Portuguesa e AEE para o ensino de Libras.
Em síntese, o atendimento para a aprendizagem de Libras enriquece a aprendizagem dos alunos com surdez, porém esse atendimento exige uma organização metodológica e didática e especializada, devendo esse professor ser qualificado para realizar o referido atendimento.
Referência Bibliográfica:
DAMÁZIO, Mirlene F. Macedo e FERREIRA, Josimário P. Educação Escolar de Pessoas com Surdez - Atendimento Educacional Especializado em Construção. In : Inclusão: Revista da Educação Especial / Secretaria de Educação Especial. v. 5, n. 1 (jan/jul) - Brasília: Secretaria de Educação Especial, 2010. p. 46 – 49.
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